Redação Online

Com base nas leituras dos textos motivadores abaixo, redija um texto dissertativo-argumentativo, em Norma Culta da Língua Portuguesa sobre o tema “Acesso à internet”.

Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para a defesa do seu ponto de vista.

Instruções:

Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para a defesa do seu ponto de vista.

Texto 1

Internet para todos?

Em junho deste ano, o Congresso Nacional do Brasil aprovou um projeto (Lei 14.172/2021) que prevê o investimento de R$ 3,5 bilhões (US$ 690 milhões) em fundos de emergência para escolas públicas, com o objetivo de garantir o acesso à internet para alunos e professores para durante a pandemia, item tão básico quanto lápis e caderno em tempos de aprendizagem remota. Mais de 18 milhões de alunos e 1,5 milhão de professores do sistema público de educação serão beneficiados.

O dinheiro será usado principalmente para custear internet móvel ou banda larga fixa, se for mais barata ou em locais onde o sinal de internet móvel não chegue. Os grupos prioritários incluem estudantes já inscritos em programas sociais, e estudantes de comunidades rurais, indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Em 2016, o Congresso Nacional aprovou a Emenda 95 como forma de segurar os gastos públicos.

Essa emenda constitucional estipula que o governo não pode gastar mais do que no ano anterior, sendo a inflação o único índice de correção permitido. A aprovação da emenda, cuja vigência vai até 2036, essencialmente, consagrou medidas de austeridade pelos próximos 20 anos.                       O governo federal baseou seu recente veto à lei da internet gratuita na Emenda 95. Agora, considere essa estatística pré-pandemia de 2019: embora a internet tenha alcançado 88,1% dos alunos do Brasil, 4,1 milhões de escolas públicas não tinham acesso à internet.

Fonte https://labsnews.com/pt-br/author/laurensimonds/

Texto 2

Desigualdade escolar e pandemia

Vivemos um momento de crise sanitária, econômica e social em decorrência da pandemia da COVID-19, mas é certo que essa crise não atinge uniformemente toda a sociedade. A desigualdade social está presente de forma acentuadíssima no Brasil.

Esse abismo social está intrinsecamente relacionado à maneira como as pessoas vivenciam a situação atual. Claro é que, inserida nesse quadro nefasto, está a Educação: crianças e adolescentes que se encontram no ensino fundamental e médio sofrem a mesma produção da desigualdade. Um exemplo que ilustra bem essa situação atualmente é que, enquanto grande parte dos alunos de escola particular permanece com as aulas, ainda que de forma não presencial (com aulas on-line/videoaulas), com os privilégios inerentes à classe e à circunstância, a maioria dos alunos de escolas públicas no Brasil encontra-se sem qualquer possibilidade de ter esse atendimento.

A situação é peculiar. Como forma de conter os avanços da pandemia decorrente da COVID-19, as autoridades competentes recomendam o distanciamento social, o que certamente deve ser cumprido. Entretanto, sem a concomitante proposta de políticas públicas específicas, as classes menos favorecidas sofrem o grave afastamento do sistema educacional, realidade diversa da dos alunos de instituições particulares, cuja estrutura lhes permite certa qualidade e constância no ensino e na aprendizagem. Assim, a diferença no tratamento é reforçada – e reforça – pelo problema brasileiro da abismal desigualdade em relação à infância e à adolescência.

Enquanto parte dos jovens tem assegurado seu direito integral ao ensino, dados do PNAD 2016 demonstram que cerca de 1,8 milhão de crianças e jovens entre 5 e 17 anos trabalham no país para garantia da própria sobrevivência e da sua família.

Fonte: https://www.cartacapital.com.br/blogs/sororidade-em-pauta

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